terça-feira, 15 de novembro de 2011

Situações

Andar de carro enquanto chove. Mas não está mesmo a chover, cai água mas nada de especial.
Ponho o pára-brisas na primeira velocidade e vai dando. Depois começa a chover mais, mas não o suficiente para pôr o pára-brisas mais depressa, fico durante 2 segundos com o vidro cheio de água e não vejo ponta. Decido aumentar a velocidade do pára-brisas. Arrependo-me. Vou dando aquele solavanco para cima para o pára brisas só passar uma vez mas agora não paro quieto e parece que tenho espasmos musculares no braço. Desisto, vamos lá para o pára-brisas ir mais rápido. Nhig nhig.. A merda da borracha está gasta.
Enfim, viva a chuva.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Voz de Portugal

Se os mentores gostarem têm de se virar.
Os Anjos perguntaram se era uma piada de mau gosto.

sábado, 22 de outubro de 2011

Cerimónia

Mulher, 68 anos, reformada:
"Uma vez tive uma infecção na morceguinha."

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

MGF

Cajó, o domador de abelhas, seguia o dizer Indiano "a empatia é colocar o mocassin do outro". Cajó era um especialista em linguagem não verbal depois de ter sido voyeur do acasalamento de trutas. Fundamentalmente tratava a fractura emocional com o olhar de quem já viveu o calor da paixão às terças-feiras no Docks.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comparativos

Ver o Pedro Granger como apresentador do Elo mais Fraco é como ver a Simara num desfile de lingerie.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Cruzadas 2011

Desde que a contenda se iniciou em Madrid deste ano, sinto que Católicos e infiéis estão de novo à bofatada.
Muita coisa mudou desde a primeira vez em que andaram à luta.
Em antes, os fiéis iam de cavalo ou de barcaça para a Terra Santa e iam bater nos meninos de turbante que acreditavam em Alá. Os meninos do turbante respondiam na mesma moeda.
Hoje em dia os infiéis são ateus e fazem manifes em jeito de crash party aos fiéis. Mas toda a gente sabe que um bom fiel não é menino para se ficar. Como tal, para além de uns bons cânticos atirados no tom certo frente à manif, os fiéis aproveitaram as redes sociais, tal como tive o prazer de admirar no meu mural:

"Quando tu pegas na Bíblia, o diabo fica com dor de cabeça. Quando tu abres, ele tem um colapso nervoso. E quando tu começas a ler, ele desmaia. Mas quando começas a vivê-la, ele foge. E quando tu estiveres prestes a copiar isto, ele tentará desencorajar-te. Eu desafio-te a fazer isso. Cola isto no teu mural se tu fazes parte do exército de Deus!"

Belzebu seduziu-me e não colei... Ah maldita tentação!

sábado, 6 de agosto de 2011

Master Chef

Estamos no século XXI. A malta gosta de inovar.
Jovem Belga, ao Jantar:
Pede Mozarella com uma coisa qualquer de legumes que eu não sei bem o que era.
Achando tudo aquilo muito convencional, decide pedir um jarrinho de leite aquecido.
Já macabra me parecia a ideia de beber leite quente ao jantar, quanto mais o que o jovem decide fazer.. Regar todo o prato com o bom do leite.
Neste momento já se preparava a comer MozzarelaGreenFlakes, o que já de si não apetece nada, muito menos ao jantar.
Nesta altura percebo que o inovador (o Belga) está a jantar com uma moça, pelo que assumo que todo aquele aparato gastronómico é uma técnica de cortejo. Assaz inovador!
Não contente com o resultado de cozinha de fusão recentemente obtido, com o cruzamento entre pequeno-almoço e jantar, o inovador decide revolucionar o conceito de nojo, colocando só mais uma coisinha, leve, nos MozzarelaGreenFlakes... Azeite.
Sim, regadinho a Azeite. Pode ser que dê um gostinho. Não se gosta tanto de pôr azeite no pão? Não há razão pela qual leite e azeite não sejam o protótipo do fazer pandan (pela primeira vez na minha vida escrevi fazer pandan, espero que esteja certo, é como scotch brite, repito o que oiço e só sei escrever porque acabei de ir ver ao Google).
Voltando então à real mistela do jantar. Estamos com MozzarelaGreenFlakes azeite (não arranjo nenhum nome para isto mas mistela parece-me bem) e eu esperava, honestamente, que bolsar fosse a menor das reacções assim que o inovador comesse uma colherada daquilo. Esqueci-me de referir que entretanto o inovador pediu uma colher já que o garfo e a faca já não se prometiam muito úteis.
Enganei-me. Comeu tudo. Sorriu entre cada colherada, fez um ar confiante entre cada copo de água que despejava após cada colherada, nunca ofereceu a provar à jovem sentada à sua frente. Pergunto-me porquê...